POTOW

EliYahu: O Empresário Tornado Artista

Quando o negócio imobiliário de EliYahu faliu, não foi apenas a sua vida financeira que colapsou — o corpo cedeu sob o peso do stress e da exaustão. Ele compreendeu: algo tinha de mudar. Estava na hora de viver. E então, num sonho, surgiu uma voz: Tu vais pintar.
A sua esposa, Emunah, ficou atónita. Aquele homem racional, de repente, artista? Mas a sua convicção apaixonada dissipou qualquer dúvida.

E assim, EliYahu começou a pintar. Durante anos vagueou com a família — vivendo em caravanas, em veleiros e em recantos emprestados de cidades e aldeias — de Espanha a Berlim, até aos Países Baixos, sustentado pelas vendas das suas obras, até que a recessão de 2010 chegou. Os clientes fiéis deixaram de comprar, e a possibilidade de pintar terminou também.

2018: EliYahu vivia com Emunah e o filho, Ruben, numa tenda iurte no meio da floresta belga. O rendimento vinha da música tocada nas ruas. Aos olhos dos outros, pobres; na alma, sentiam-se milionários. E então… EliYahu voltou a pegar no pincel — mas desta vez, também Ruben sentiu o chamamento, e juntos começaram a pintar, guiados pela mesma voz interior.

Agora, em Portugal, EliYahu sabe que desta vez se trata da história de uma viagem de aviso e esperança.

E EliYahu sabe: essa história tem de ser contada…


Ruben: De Filho a Co-criador

Uma das memórias mais antigas de Ruben é de quando tinha dois anos: sentado sobre uma das telas do pai, espalhando tinta com as suas pequenas mãos — ansioso por participar. A arte era o ar que respirava, a lente através da qual aprendeu a ver o mundo.

A transformação que o pai, EliYahu, teve de fazer mais tarde na vida, foi para Ruben algo natural. Para ele não havia linhas rígidas entre o possível e o impossível. Felicidade, amor e alegria moldaram-no naturalmente num artista sem fronteiras. Essa atitude tornou-o num músico de rua destemido, lado a lado com os pais, para levar comida à mesa e interagir com pessoas de todas as origens. A viver a vida!

Em 2018, quando EliYahu voltou a sentir o chamamento da pintura, Ruben também o sentiu e entregou-se por completo à obra — desta vez como co-criador. Essa temporada tornou-se o seu aprendizado: a aprender, desenvolver-se, descobrir. Refinou técnicas, explorou novos estilos, encontrou histórias e significados mais profundos. Pai e filho, no estúdio, começaram a produzir arte nascida da unidade, da luta e do amor.

Dois estilos entrelaçados, uma visão partilhada.


POTOW

O nome vem de Jeremias 6:16 (ARA):

“Ponde-vos nos caminhos, olhai, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma.”

Este versículo é a sua bússola — um chamamento para regressar às raízes, para andar no caminho bom. O antigo e o novo, a tradição e a modernidade, a natureza e a tecnologia, a beleza e a decadência, estão no núcleo da sua arte.

Pai e filho pintam com acrílicos, misturando spray, estênceis, aerógrafo e detalhe desenhado à mão. Cada tela é uma encruzilhada onde o aviso e a esperança falam na mesma respiração.

A família cresceu ao longo dos anos. Ruben encontrou a sua esposa, Avi, e juntos deram as boas-vindas aos filhos. EliYahu e Emunah foram abençoados com a chegada de Chesed, a segunda esposa de EliYahu, e os seus filhos, Dawid e Yael, que foram abraçados como verdadeiros filhos. Com a junção também do pai de Avi, Azar, o círculo alargou-se numa casa de várias gerações, unidas pelo amor e pertença.

Enraizada na família, na fé e nas ruínas silenciosas das aldeias portuguesas esquecidas, a sua arte é um chamamento de regresso ao equilíbrio, à verdade, às veredas antigas.

Tudo isto resumido nesta frase tantas vezes repetida pelos artistas:

“Não estamos a pintar o fim do mundo. Estamos a pintar o que permanece.” – POTOW

EliYahu: O empresário que se tornou artista

EliYahu: O empresário que se tornou artista

Quando o negócio imobiliário de EliYahu faliu, não foram apenas as suas finanças que entraram em colapso — o seu corpo cedeu sob o peso do stress e da exaustão. Ele compreendeu: algo precisava de mudar. Era tempo de viver. E então, num sonho, ouviu-se uma voz: Vais pintar.
A sua esposa, Emunah, ficou perplexa. Aquele homem racional, de repente, tornara-se artista? Mas a sua convicção apaixonada dissipou as suas dúvidas.

Então Eliyahu começou a pintar. Durante anos, deambulou com a família — vivendo em caravanas, veleiros e em recantos emprestados de cidades e vilas — de Espanha a Berlim e à Holanda, sustentado pelas receitas da venda das suas obras de arte, até à recessão de 2010. Com o tempo, os clientes fiéis deixaram de comprar as obras de Eliyahu, e a possibilidade de pintar também cessou.

2018: EliYahu vivia com Emunah e o filho, Ruben, numa yurt no meio da floresta da Bélgica. O seu rendimento vinha de tocar música nas ruas. Considerados pobres pelos outros, mas sentindo-se milionários. E então... EliYahu retomou o pincel — mas desta vez o seu filho Ruben também sentiu a atração, e juntos pintaram, guiados pela mesma vocação.

Agora, em Portugal, EliYahu sabe que desta vez é a história de uma viagem de alerta e esperança.

E EliYahu sabe: é preciso contar...

Ruben: De filho a cocriador

Uma das primeiras memórias de Ruben é de quando tinha dois anos, sentado numa das telas do pai, a espalhar tinta com as mãozinhas — desesperado por participar. A arte era a atmosfera que ele respirava, a lente através da qual aprendia a ver o mundo.

A transformação que o seu pai, EliYahu, teve de fazer mais tarde na vida foi simplesmente normal para Ruben. Para ele, não existiam linhas rígidas entre o possível e o impossível. A felicidade, o amor e a alegria transformaram-no naturalmente num artista sem fronteiras. Esta atitude fez dele um músico de rua destemido, juntamente com os seus pais, para levar comida à mesa e interagir com pessoas de todas as esferas da vida. Viver a vida!

Em 2018, enquanto viviam numa Yurt na floresta, EliYahu voltou a sentir o chamamento para pintar.
Ruben também sentiu o apelo e dedicou-se de corpo e alma ao trabalho — desta vez como cocriador. Aquela estação tornou-se a sua aprendizagem: aprendendo, desenvolvendo, descobrindo. Aprimorou as suas técnicas, explorou novos estilos, encontrou histórias e significados próprios mais profundos. E pai e filho, em estúdio, começaram a produzir arte nascida da união, da luta e do amor.

Dois estilos interligados, uma visão partilhada.

POTOW

O seu nome vem de Jeremias 6:16 (RA):

Fique nos caminhos e veja,
E pergunte pelos caminhos antigos, onde está o bom caminho,
E andai nele;
Então encontrarão descanso para as vossas almas.

Este verso é a sua bússola — um apelo a regressar às raízes, a trilhar o bom caminho. O antigo e o novo, a tradição e a modernidade, a natureza e a tecnologia, a beleza e a decadência estão no cerne da sua arte.

Família POTOW

Pai e filho pintam com tinta acrílica, misturando tinta spray, stencils, aerógrafo e detalhes desenhados à mão. Cada ecrã é uma encruzilhada onde o alerta e a esperança falam ao mesmo tempo.

A família cresceu ao longo dos anos. Ruben encontrou a sua mulher, Avi, e juntos deram à luz os seus próprios filhos. EliYahu e Emunah foram abençoados com a chegada de Chesed, a segunda esposa de EliYahu, e dos seus filhos, Dawid e Yael, que foram acolhidos como verdadeiros filhos. Com a chegada do pai de Avi, Azar, o seu círculo alargou-se e tornou-se um lar de muitas gerações, unidos pelo amor e pela pertença.

Enraizada na família, na fé e nas ruínas silenciosas de aldeias portuguesas esquecidas, a sua arte clama pelo equilíbrio, pela verdade, pelos velhos caminhos.

Tudo isto resumido nesta citação frequentemente mencionada dos artistas:

“Não estamos a pintar o fim do mundo. Estamos a pintar o que resta.” – POTOW